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Algoritmo de gestão da DPOC nos Cuidados de Saúde Primários
O doente tem diagnóstico prévio e encontra-se a realizar tratamento para a DPOC?
O doente apresenta as seguintes caraterísticas?
  • Idade superior a 40 anos
  • Sintomas de dispneia (progressiva e persistente ao longo do tempo e que, normalmente, se agrava com o exercício físico)
  • Tosse crónica (que pode ser intermitente e não produtiva)
  • Sibilos inspiratórios e/ou expiratórios de intensidade variável
  • Produção de expetoração
  • Exposição aos fatores de risco da DPOC (tabaco, biomassa ou poeiras/gases)
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Case-finding: identificação e avaliação de indivíduos de risco
Estima-se que até 70% dos adultos com DPOC permaneçam subdiagnosticados.

De modo a promover a deteção precoce da DPOC, a GOLD propõe a seguinte estratégia de case-finding para identificar de forma proativa indivíduos com maior risco de sofrer da doença.

Esta avaliação baseia-se na presença de sintomas respiratórios e fatores de risco para a DPOC (por exemplo, dispneia inexplicável, número superior a 20 UMA, antecedentes de infeções pulmonares recorrentes ou de eventos na infância) e pode ser realizada através de questionários para determinar a posterior realização de espirometria para confirmação do diagnóstico.


Realização de questionário
de screening*
Resultado
positivo
Resultado
negativo
Na consulta
de
especialidade
Nos cuidados
de saúde
primários
Monitorização de
sintomas e gestão
de fatores de risco
Confirmação através
de espirometria
pré-broncodilatação
Resultado
positivo
Dispositivos
manuais (PEF,
COPD-6, PIKO-6)
Resultado
negativo
FEV1/FVC < 70%
Abordagem de gestão da DPOC
(incluindo espirometria
pós-broncodilatação)
*LFQ, CDQ, COPD-OS, PUMA, CAPTURE, entre outros.
DPOC, doença pulmonar obstrutiva crónica; UMA, unidades maço-ano
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Clique em para prosseguir no diagnóstico

Confirmar a presença de obstrução não totalmente reversível ao fluxo das vias aéreas através da realização de espirometria com prova de broncodilatação
5. Outros parâmetros
Contagem de eosinófilos no sangue, Ⲁ1-antitripsina, comorbilidades e hábitos tabágicos
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Confirmação do diagnóstico de DPOC
Espirometria pré-broncodilatação




DPOC, doença pulmonar obstrutiva crónica; FEV1, volume expiratório forçado no primeiro segundo; FVC, capacidade vital forçada.
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Diagnóstico de DPOC não confirmado

Realizar espirometria pós-broncodilatação na suspeita de resposta de volume (ex., valor de FEV1 baixo ou sintomas significativos).

Concluído

DPOC, doença pulmonar obstrutiva crónica; FEV1, volume expiratório forçado no primeiro segundo;
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Confirmação do diagnóstico de DPOC
Espirometria pós-broncodilatação




DPOC, doença pulmonar obstrutiva crónica; FEV1, volume expiratório forçado no primeiro segundo; FVC, capacidade vital forçada.
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Monitorização e aconselhamento

  • Repetir espirometria noutra ocasião.
  • Estes doentes devem ser acompanhados de forma regular pois apresentam maior risco de desenvolver DPOC no futuro.

Concluído

DPOC, doença pulmonar obstrutiva crónica.
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Avaliação dos sintomas e risco de exacerbações
Sintomas
mMRC 0-1
CAAT < 10
A E
mMRC ≥ 2
CAAT ≥ 10
B
Zero exacerbações
≥ 1 exacerbações
Número de exacerbações moderadas ou graves durante o ano anterior
mMRC1,3,4
CAAT, Chronic Airways Assessment Test; DPOC, doença pulmonar obstrutiva crónica; GOLD, Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease; mMRC, modified Medical Research Council.
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Plano de tratamento inicial: Grupo A
Terapêutica farmacológica
Um broncodilatador, preferencialmente de ação longa (exceto em doentes com dispneia ocasional).
Terapêutica não farmacológica
Cessação
tabágica
Vacinação
 
Atividade
física
  • Educação e ensino do doente (gestão de fatores de risco; técnica inalatória; dispneia; plano de ação escrito)
  • Gestão de comorbilidades
LABA, β2-agonistas de longa duração de ação; LAMA, anticolinérgicos de longa duração de ação.
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Plano de tratamento inicial: Grupo B
Terapêutica farmacológica*
LAMA + LABA
                                                                                               
Terapêutica não farmacológica
Cessação
tabágica
Vacinação
 
Reabilitação
respiratória
Atividade
física
  • Educação e ensino do doente (gestão de fatores de risco; técnica inalatória; dispneia; plano de ação escrito)
  • Gestão de comorbilidades
*Sempre que for possível, deve prescrever apenas um tipo de inalador por doente.
LABA, β2-agonistas de longa duração de ação; LAMA, anticolinérgicos de longa duração de ação.
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Plano de tratamento inicial: Grupo E
Terapêutica farmacológica*
LABA + LAMA ou LABA + LAMA + ICS se eosinófilos ≥ 300 cél/μL
Terapêutica não farmacológica
Cessação
tabágica
Vacinação
 
Reabilitação
respiratória
Atividade
física
  • Educação e ensino do doente (gestão de fatores de risco; técnica inalatória; dispneia; plano de ação escrito)
  • Gestão de comorbilidades
*Sempre que for possível, deve prescrever apenas um tipo de dispositivo por doente.
ICS, corticosteroide inalado; LABA, β2-agonistas de longa duração de ação; LAMA, anticolinérgicos de longa duração de ação.
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Revisão da resposta clínica à terapêutica
  • Sintomas (CAAT, mMRC)
  • Ocorrência de exacerbações +
  • Tabagismo e exposição a outros fatores de risco
  • Hábitos de vida e prática regular de exercício físico
  • Autogestão da doença, adesão à terapêutica e técnica inalatória
  • Vacinação
  • Controlo de comorbilidades
  • Necessidade de reabilitação respiratória, oxigenoterapia, ventilação não-invasiva, redução de volume pulmonar, cuidados paliativos
  • Realização de espirometria em intervalos regulares (se possível uma vez por ano)


mMRC1,3,4
 
 
Questionário de exacerbações
 
Critérios de referenciação hospitalar3
CAAT, Chronic Airways Assessment Test; mMRC, modified Medical Research Council.
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A resposta clínica ao tratamento é adequada?
(assumindo técnica inalatória correta e adesão satisfatória ao tratamento)
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Manutenção da terapêutica em curso

Follow-up: realização de consulta de seguimento, no mínimo, de 6 em 6 meses, com recurso à avaliação clínica combinada e realização de espirometria em intervalos regulares (se possível uma vez por ano)

Concluído

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A resposta clínica ao tratamento é adequada?
(assumindo técnica inalatória correta e adesão satisfatória ao tratamento)
Sim
Não
Manutenção da
terapêutica em curso
Ajuste da
terapêutica
Follow-up: realização de consulta de
seguimento, no mínimo, de 6 em 6
meses, com recurso à avaliação
clínica combinada e de espirometria
anual

Concluído

Qual o fator predominante que é necessário tratar?
 
Dispneia Exacerbações Dispneia e
exacerbações
Ajuste da terapêutica

Qual o fator predominante que é necessário tratar?
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LABA ou LAMA
LABA + LAMA
Averiguar outras causas de dispneia
Trocar de inalador ou fármaco
Terapêutica não farmacológica
Considerar adicionar ensifentrina
Plano de ação escrito personalizado:
  • Técnicas de gestão de stress
  • Prática de atividade física (avaliar
    necessidade de reabilitação pulmonar)


LABA, β2-agonistas de longa duração de ação; LAMA, anticolinérgicos de longa duração de ação.
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Follow-up: realização de consulta de seguimento, no mínimo, de 6 em 6 meses, com recurso à avaliação clínica combinada e realização de espirometria em intervalos regulares (se possível uma vez por ano)

Concluído

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LABA ou LAMA
eos < 300
eos ≥ 300
LABA +
LAMA
*
eos < 100
 
eos ≥ 100
 
LABA +
LAMA + ICS
Se 2 exacerbações
moderadas ou 1
grave E eos ≥ 300
Terapêutica biológica
  • Dupilumab (se
    bronquite crónica**)
  • Mepolizumab
Roflumilaste
se FEV1 < 50% e bronquite crónica
Azitromicina
em ex-fumadores
Plano de ação escrito personalizado:
  • Evitar fatores desencadeantes de uma exacerbação
  • Como monitorizar e gerir o agravamento dos sintomas
  • Informação sobre como identificar e agir na ocorrência de uma exacerbação aguda
  • Reabilitação pulmonar e/ou plano de exercício físico
*Em doentes medicados com LABA + LAMA + ICS, considerar a redução da dose de ICS se houver pneumonia ou outros efeitos secundários consideráveis.
** Bronquite crónica auto-reportada pelo doente (tosse crónica produtiva) durante 3 meses no ano até ao screening, na ausência de outras causas conhecidas.
Eos, eosinófilos; ICS, corticosteroide inalado; FEV1, volume expiratório forçado no primeiro segundo; LABA, β2-agonistas de longa duração de ação; LAMA, anticolinérgicos de longa duração de ação.
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Follow-up: realização de consulta de seguimento, no mínimo, de 6 em 6 meses, com recurso à avaliação clínica combinada e realização de espirometria em intervalos regulares (se possível uma vez por ano)

Concluído

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